Diante das diversas transformações que o ensino aprendizagem enfrenta devido à
inserção das tecnologias, fizemos uma pesquisa em uma escola estadual na cidade
de Bacabal em um dos bairros mais populosos da cidade; escola de grande porte
que atende cerca de 790 alunos, fundada em setembro de 1990, sua educação é
distribuída em dois grupos, fundamental e médio, respectivamente: manhã e tarde;
e a noite a escola desenvolve um trabalho de ensino de jovens adultos (pro
jovens). No que diz respeito às mídias da escola tem acesso a diversos
equipamentos tecnológicos, tais como: caixa de som, projetores, aparelhos de
DVD, televisor, câmera de vídeo e microfone.
A professora Antônia Alves Viera,
trabalha na escola há 10 anos e apesar de ser formada em letras e não ter
nenhuma formação ou especialização em informática, ela é responsável por todas
as mídias da escola que conta com um laboratório composto por 27 computadores,
acesso a informática e que atualmente serve com espaço favorável para a utilização de diversas atividades no
âmbito tecnológico como (data show e o
uso da televisores nas aulas). Segundo a mesma, sente-se satisfeita e
recompensada com seu trabalho e afirma desempenha-lo da melhor forma possível,
a escola não tem uma disciplina específica de informática para nenhuma das
séries, e a função da professora é apenas o monitoramento do patrimônio
escolar. Os alunos tem permissão para fazerem pesquisas e usarem a sala de
multiuso desde que seja no contra turno e sempre acompanhados pela professora.
De Acordo com os resultados obtidos
por meio da aplicação de questionários podem-se fazer algumas considerações. A
primeira delas se refere ao tempo de atuação de professores quando perguntado
“há quanto tempo atua em sala de aula?” o tempo dos docentes em sala de aula
varia de nove meses a vinte e três anos em sala de aula logo a metodologia é
diferenciada além das concepções diferenciadas até mesmo pelo fato de a
formação de cada docente serem em tempos diferentes. No entanto podemos
considerar que os docentes formados nessa década possuem uma visão diferenciada
dos docentes que tiveram formação a mais de duas décadas no que diz a respeito às
tecnologias empregadas em salas de aulas.
De fato, se antes
os únicos recursos utilizados pelos professores eram o giz, o quadro negro e o
livro didático, atualmente, com o advento da tecnologia e a facilidade
oferecida pelos aparelhos tecnológicos, temos como recursos computadores,
notebooks, netbooks, tablets, celulares. (Sales, 2008)
Quando perguntado se possuem
especialização em alguma área educacional 90% dos professores responderam que
sim, enquanto 10% responderam não possuem nenhum tipo de especialização. Tal
perspectiva contrapõe a ideia defendida por Jordão (2009 apud, GOMES, 2010, p.
01)
O professor é o primeiro ator que deve
mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência
de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem
deste. Por este motivo, a formação do professor deve ocorrer de forma
permanente e para a vida toda. Sempre surgirão novos recursos, novas
tecnologias e novas estratégias de ensino e aprendizagem.
Quando questionados: “se fossem fazer uma
especialização atualmente em qual área se especializariam” obtivemos os
seguintes resultados:
Essa é outra contradição no contexto
educacional com a ascensão das tecnologias a necessidade obter mais
conhecimento para o melhor domínio dos recursos tecnológico é fundamental além do
mais o MEC oferece esse tipo de formação gratuita ainda que de forma restrita.
Gomes (2010, p. 02) argumenta,
Na tentativa de atender à demanda
educacional, o Estado vem investindo na formação inicial e continuada de
professores, mas a oferta de vagas dessa formação na área de Tecnologias da
Informação e Comunicação (TICs) ainda se apresenta tímida diante do contingente
de educadores (as) que almejam se qualificar visando a construção de um
profissional com melhores condições de responder, com êxito, aos desafios do
cotidiano escolar, às exigências atuais, bem como da intenção em acompanhar as
inovações tecnológicas.
Em uma das questões se questiona se os
docentes são informados sobre o apoio tecnológico fornecido pelo MEC, tais como
formação contínua na área tecnológica de todos os docentes que participaram da
resolução do questionário 40% afirmaram terem conhecimento sobre essa politica
educacional enquanto 60% desconhecem qualquer política do governo em relação a
formação na área tecnológica. O que acaba se tornando algo contraditório porque
existem programas que visam atender principalmente os docentes da rede pública
e tal programa ainda é desconhecido pela maioria deles, então a que interesses
esses programas devem atender? Essa é uma reflexão a ser feita.
Os dados se tornam ainda mais assustador
quando questionado se possuem alguma especialização na área tecnológica, 90%
dos docentes afirmam não terem nenhuma especialização nessa área e apenas 10%
possui algum tipo de curso na área tecnológica. Dos 90% que não possuem
especialização na área das tecnologias 10% dizem ter começado e não terem
concluído, e 10% disseram que irão cursar. Os dados acima reforma a hipótese de
a formação continuada na área tecnológica está voltada somente para educação a
distancia e não para professores de educação infantil.
Gadotti (1999 apud, SALES 2008)
argumenta:
Diante da
importância que a informática tem hoje na educação, a nova LDB não se refere a
ela, mas apenas à educação a distância (Art. 80). Não mostra a sua importância
para a formação inicial e continuada. Foi uma lacuna imperdoável. As novas
tecnologias estocam o conhecimento de forma prática, possibilitam a pesquisa
rápida, transmitem de forma flexível a informação e de forma amigável. Como
profissionais do conhecimento, os novos profissionais da educação não podem
ignorar essas poderosas ferramentas. Não precisam aprender informática para
ensinarem informática, mas para usá-la no processo permanente deles e de seus alunos.
De fato, se antes os únicos recursos utilizados pelos professores eram o giz, o
quadro negro e o livro didático, atualmente, com o advento da tecnologia e a
facilidade oferecida pelos aparelhos tecnológicos, temos como recursos
computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares. (Sales, 2008)
Quando perguntados se possuem
especialização em alguma área educacional 90% dos professores tem
especialização enquanto 10% não possuem nenhum tipo de especialização. Tal
perspectiva contrapõe a ideia defendida por Jordão (2009 apud, GOMES, 2010, p.
01)
O professor é o primeiro ator que deve
mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência
de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem
deste. Por este motivo, a formação do professor deve ocorrer de forma
permanente e para a vida toda. Sempre surgirão novos recursos, novas
tecnologias e novas estratégias de ensino e aprendizagem.
Por: Adriano Sousa
Clédson Lima
Emanoel Jonas
Eugênio Sousa
Jéssica Rodrigues
Maria Rita Alves
Odair Magalhães

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