sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pesquisa realizada no Centro Educacional Roseana Sarney, escola estadual do município de Bacabal.

Diante das diversas transformações que o ensino aprendizagem enfrenta devido à inserção das tecnologias, fizemos uma pesquisa em uma escola estadual na cidade de Bacabal em um dos bairros mais populosos da cidade; escola de grande porte que atende cerca de 790 alunos, fundada em setembro de 1990, sua educação é distribuída em dois grupos, fundamental e médio, respectivamente: manhã e tarde; e a noite a escola desenvolve um trabalho de ensino de jovens adultos (pro jovens). No que diz respeito às mídias da escola tem acesso a diversos equipamentos tecnológicos, tais como: caixa de som, projetores, aparelhos de DVD, televisor, câmera de vídeo e microfone.


A professora Antônia Alves Viera, trabalha na escola há 10 anos e apesar de ser formada em letras e não ter nenhuma formação ou especialização em informática, ela é responsável por todas as mídias da escola que conta com um laboratório composto por 27 computadores, acesso a informática e que atualmente serve com espaço favorável  para a utilização de diversas atividades no âmbito  tecnológico como (data show e o uso da televisores nas aulas). Segundo a mesma, sente-se satisfeita e recompensada com seu trabalho e afirma desempenha-lo da melhor forma possível, a escola não tem uma disciplina específica de informática para nenhuma das séries, e a função da professora é apenas o monitoramento do patrimônio escolar. Os alunos tem permissão para fazerem pesquisas e usarem a sala de multiuso desde que seja no contra turno e sempre acompanhados pela professora.


De Acordo com os resultados obtidos por meio da aplicação de questionários podem-se fazer algumas considerações. A primeira delas se refere ao tempo de atuação de professores quando perguntado “há quanto tempo atua em sala de aula?” o tempo dos docentes em sala de aula varia de nove meses a vinte e três anos em sala de aula logo a metodologia é diferenciada além das concepções diferenciadas até mesmo pelo fato de a formação de cada docente serem em tempos diferentes. No entanto podemos considerar que os docentes formados nessa década possuem uma visão diferenciada dos docentes que tiveram formação a mais de duas décadas no que diz a respeito às tecnologias empregadas em salas de aulas.
De fato, se antes os únicos recursos utilizados pelos professores eram o giz, o quadro negro e o livro didático, atualmente, com o advento da tecnologia e a facilidade oferecida pelos aparelhos tecnológicos, temos como recursos computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares. (Sales, 2008)
Quando perguntado se possuem especialização em alguma área educacional 90% dos professores responderam que sim, enquanto 10% responderam não possuem nenhum tipo de especialização. Tal perspectiva contrapõe a ideia defendida por Jordão (2009 apud, GOMES, 2010, p. 01)
O professor é o primeiro ator que deve mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem deste. Por este motivo, a formação do professor deve ocorrer de forma permanente e para a vida toda. Sempre surgirão novos recursos, novas tecnologias e novas estratégias de ensino e aprendizagem. 
Quando questionados: “se fossem fazer uma especialização atualmente em qual área se especializariam” obtivemos os seguintes resultados:


Essa é outra contradição no contexto educacional com a ascensão das tecnologias a necessidade obter mais conhecimento para o melhor domínio dos recursos tecnológico é fundamental além do mais o MEC oferece esse tipo de formação gratuita ainda que de forma restrita.
 Gomes (2010, p. 02) argumenta,
Na tentativa de atender à demanda educacional, o Estado vem investindo na formação inicial e continuada de professores, mas a oferta de vagas dessa formação na área de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) ainda se apresenta tímida diante do contingente de educadores (as) que almejam se qualificar visando a construção de um profissional com melhores condições de responder, com êxito, aos desafios do cotidiano escolar, às exigências atuais, bem como da intenção em acompanhar as inovações tecnológicas.
Em uma das questões se questiona se os docentes são informados sobre o apoio tecnológico fornecido pelo MEC, tais como formação contínua na área tecnológica de todos os docentes que participaram da resolução do questionário 40% afirmaram terem conhecimento sobre essa politica educacional enquanto 60% desconhecem qualquer política do governo em relação a formação na área tecnológica. O que acaba se tornando algo contraditório porque existem programas que visam atender principalmente os docentes da rede pública e tal programa ainda é desconhecido pela maioria deles, então a que interesses esses programas devem atender? Essa é uma reflexão a ser feita.
Os dados se tornam ainda mais assustador quando questionado se possuem alguma especialização na área tecnológica, 90% dos docentes afirmam não terem nenhuma especialização nessa área e apenas 10% possui algum tipo de curso na área tecnológica. Dos 90% que não possuem especialização na área das tecnologias 10% dizem ter começado e não terem concluído, e 10% disseram que irão cursar. Os dados acima reforma a hipótese de a formação continuada na área tecnológica está voltada somente para educação a distancia e não para professores de educação infantil.
Gadotti (1999 apud, SALES 2008) argumenta:
Diante da importância que a informática tem hoje na educação, a nova LDB não se refere a ela, mas apenas à educação a distância (Art. 80). Não mostra a sua importância para a formação inicial e continuada. Foi uma lacuna imperdoável. As novas tecnologias estocam o conhecimento de forma prática, possibilitam a pesquisa rápida, transmitem de forma flexível a informação e de forma amigável. Como profissionais do conhecimento, os novos profissionais da educação não podem ignorar essas poderosas ferramentas. Não precisam aprender informática para ensinarem informática, mas para usá-la no processo permanente deles e de seus alunos. De fato, se antes os únicos recursos utilizados pelos professores eram o giz, o quadro negro e o livro didático, atualmente, com o advento da tecnologia e a facilidade oferecida pelos aparelhos tecnológicos, temos como recursos computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares. (Sales, 2008)
Quando perguntados se possuem especialização em alguma área educacional 90% dos professores tem especialização enquanto 10% não possuem nenhum tipo de especialização. Tal perspectiva contrapõe a ideia defendida por Jordão (2009 apud, GOMES, 2010, p. 01)

O professor é o primeiro ator que deve mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem deste. Por este motivo, a formação do professor deve ocorrer de forma permanente e para a vida toda. Sempre surgirão novos recursos, novas tecnologias e novas estratégias de ensino e aprendizagem.  

Por:  Adriano Sousa
       Clédson Lima
       Emanoel Jonas
       Eugênio Sousa
       Jéssica Rodrigues
       Maria Rita Alves
       Odair Magalhães

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