sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pesquisa realizada no Centro Educacional Roseana Sarney, escola estadual do município de Bacabal.

Diante das diversas transformações que o ensino aprendizagem enfrenta devido à inserção das tecnologias, fizemos uma pesquisa em uma escola estadual na cidade de Bacabal em um dos bairros mais populosos da cidade; escola de grande porte que atende cerca de 790 alunos, fundada em setembro de 1990, sua educação é distribuída em dois grupos, fundamental e médio, respectivamente: manhã e tarde; e a noite a escola desenvolve um trabalho de ensino de jovens adultos (pro jovens). No que diz respeito às mídias da escola tem acesso a diversos equipamentos tecnológicos, tais como: caixa de som, projetores, aparelhos de DVD, televisor, câmera de vídeo e microfone.


A professora Antônia Alves Viera, trabalha na escola há 10 anos e apesar de ser formada em letras e não ter nenhuma formação ou especialização em informática, ela é responsável por todas as mídias da escola que conta com um laboratório composto por 27 computadores, acesso a informática e que atualmente serve com espaço favorável  para a utilização de diversas atividades no âmbito  tecnológico como (data show e o uso da televisores nas aulas). Segundo a mesma, sente-se satisfeita e recompensada com seu trabalho e afirma desempenha-lo da melhor forma possível, a escola não tem uma disciplina específica de informática para nenhuma das séries, e a função da professora é apenas o monitoramento do patrimônio escolar. Os alunos tem permissão para fazerem pesquisas e usarem a sala de multiuso desde que seja no contra turno e sempre acompanhados pela professora.


De Acordo com os resultados obtidos por meio da aplicação de questionários podem-se fazer algumas considerações. A primeira delas se refere ao tempo de atuação de professores quando perguntado “há quanto tempo atua em sala de aula?” o tempo dos docentes em sala de aula varia de nove meses a vinte e três anos em sala de aula logo a metodologia é diferenciada além das concepções diferenciadas até mesmo pelo fato de a formação de cada docente serem em tempos diferentes. No entanto podemos considerar que os docentes formados nessa década possuem uma visão diferenciada dos docentes que tiveram formação a mais de duas décadas no que diz a respeito às tecnologias empregadas em salas de aulas.
De fato, se antes os únicos recursos utilizados pelos professores eram o giz, o quadro negro e o livro didático, atualmente, com o advento da tecnologia e a facilidade oferecida pelos aparelhos tecnológicos, temos como recursos computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares. (Sales, 2008)
Quando perguntado se possuem especialização em alguma área educacional 90% dos professores responderam que sim, enquanto 10% responderam não possuem nenhum tipo de especialização. Tal perspectiva contrapõe a ideia defendida por Jordão (2009 apud, GOMES, 2010, p. 01)
O professor é o primeiro ator que deve mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem deste. Por este motivo, a formação do professor deve ocorrer de forma permanente e para a vida toda. Sempre surgirão novos recursos, novas tecnologias e novas estratégias de ensino e aprendizagem. 
Quando questionados: “se fossem fazer uma especialização atualmente em qual área se especializariam” obtivemos os seguintes resultados:


Essa é outra contradição no contexto educacional com a ascensão das tecnologias a necessidade obter mais conhecimento para o melhor domínio dos recursos tecnológico é fundamental além do mais o MEC oferece esse tipo de formação gratuita ainda que de forma restrita.
 Gomes (2010, p. 02) argumenta,
Na tentativa de atender à demanda educacional, o Estado vem investindo na formação inicial e continuada de professores, mas a oferta de vagas dessa formação na área de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) ainda se apresenta tímida diante do contingente de educadores (as) que almejam se qualificar visando a construção de um profissional com melhores condições de responder, com êxito, aos desafios do cotidiano escolar, às exigências atuais, bem como da intenção em acompanhar as inovações tecnológicas.
Em uma das questões se questiona se os docentes são informados sobre o apoio tecnológico fornecido pelo MEC, tais como formação contínua na área tecnológica de todos os docentes que participaram da resolução do questionário 40% afirmaram terem conhecimento sobre essa politica educacional enquanto 60% desconhecem qualquer política do governo em relação a formação na área tecnológica. O que acaba se tornando algo contraditório porque existem programas que visam atender principalmente os docentes da rede pública e tal programa ainda é desconhecido pela maioria deles, então a que interesses esses programas devem atender? Essa é uma reflexão a ser feita.
Os dados se tornam ainda mais assustador quando questionado se possuem alguma especialização na área tecnológica, 90% dos docentes afirmam não terem nenhuma especialização nessa área e apenas 10% possui algum tipo de curso na área tecnológica. Dos 90% que não possuem especialização na área das tecnologias 10% dizem ter começado e não terem concluído, e 10% disseram que irão cursar. Os dados acima reforma a hipótese de a formação continuada na área tecnológica está voltada somente para educação a distancia e não para professores de educação infantil.
Gadotti (1999 apud, SALES 2008) argumenta:
Diante da importância que a informática tem hoje na educação, a nova LDB não se refere a ela, mas apenas à educação a distância (Art. 80). Não mostra a sua importância para a formação inicial e continuada. Foi uma lacuna imperdoável. As novas tecnologias estocam o conhecimento de forma prática, possibilitam a pesquisa rápida, transmitem de forma flexível a informação e de forma amigável. Como profissionais do conhecimento, os novos profissionais da educação não podem ignorar essas poderosas ferramentas. Não precisam aprender informática para ensinarem informática, mas para usá-la no processo permanente deles e de seus alunos. De fato, se antes os únicos recursos utilizados pelos professores eram o giz, o quadro negro e o livro didático, atualmente, com o advento da tecnologia e a facilidade oferecida pelos aparelhos tecnológicos, temos como recursos computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares. (Sales, 2008)
Quando perguntados se possuem especialização em alguma área educacional 90% dos professores tem especialização enquanto 10% não possuem nenhum tipo de especialização. Tal perspectiva contrapõe a ideia defendida por Jordão (2009 apud, GOMES, 2010, p. 01)

O professor é o primeiro ator que deve mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem deste. Por este motivo, a formação do professor deve ocorrer de forma permanente e para a vida toda. Sempre surgirão novos recursos, novas tecnologias e novas estratégias de ensino e aprendizagem.  

Por:  Adriano Sousa
       Clédson Lima
       Emanoel Jonas
       Eugênio Sousa
       Jéssica Rodrigues
       Maria Rita Alves
       Odair Magalhães

O USO DAS TICs NA EDUCAÇÃO.

Artigo

INTRODUÇÃO

A sociedade atual exige que o professor desenvolva novas competências e que permanentemente atualize seus conhecimentos e saberes. Essas exigências de qualificação e requalificação dos professores surgem das necessidades do professor contribuir para a formação pessoal e integral do indivíduo e da sociedade.
A formação dos professores atuais além de habilitação, especialização, mestrado... exige constantes  buscas de aprendizado tendo como base o cotidiano do meio dos discentes, vindo desta forma expandir seus conhecimentos, analisando de forma crítica a sua prática de ensino, propondo mudanças necessárias; tendo em vista as diferentes funções exercidas pela escola e professor nos desenvolvimentos sociais que são vistos de vários ângulos e perspectivas pela sociedade e discentes. Diante dessa discussão é preciso levar em consideração as diferenças entre as escolas das classes sociais adversas. Para a realização do presente trabalho, foi feito um levantamento e análise que trata o referido tema.

DILEMAS DO PROFESSOR FRENTE AO AVANÇO DA INFORMÁTICA NA ESCOLA
O professor Lúcio Bianchetti da Universidade Federal de Santa Catarina analisa as dicotomias enfrentadas por aqueles que têm a responsabilidade de ensinar-orientar na chamada pós-modernidade, sendo essa, definida por alguns autores, como a época das incertezas, das fragmentações, das desconstruções, da troca de valores. A escola sendo entendida como um ente histórico e que, sofre influências econômicas, sociais, políticas e culturais, (como defendem os autores da teoria da totalidade) não poderia ficar imune as tais influências e carregam consigo ideologias e valores dessa sociedade na qual está imersa. O autor afirma que “ensinar-orientar no contexto da pós-modernidade é um desafio que, às vezes, ultrapassa as condições dos professores e as possibilidades da escola” (BIANCHETTI, p. 1) é exatamente nesse ponto que residem os dilemas enfrentados pelos professores no contexto atual, para ele. Como fazer uso da informática na escola si os professores tem pouco ou nenhum domínio dessa tecnologia? E mais, como ensinar-orientar numa sociedade onde a orientação já foi determinada pelo mercado? E, quais possibilidades as escolas têm de transformar a vida das pessoas? No momento que ver a economia crescer, mas por outro lado, os postos de trabalho diminuindo na mesma proporção, devido à substituição do homem pelas máquinas. Mas afinal as novas tecnologias é algo bom ou ruim? Para responder essa pergunta Bianchetti aponta quatro posicionamentos, a saber:
1. Os apologetas ou laudatórios só veem coisas positivas no uso das tecnologias e que a humanidade não tem alternativa que não seja a de tecnologizar inteiramente;
2. Os apocalípticos que só enxergam malefícios no uso das tecnologias, pois essas afastam as pessoas, dilui as relações familiares, pessoais tornando as pessoas menos afetivas e insensíveis;
3. Os indiferentes frente ao avanço das tecnologias que não si posicionam nem a favor e nem contra;
 4.  Por último, existe o grupo dos críticos que entendem que as tecnologias são criações humanas e que são dotadas de ideologias que podem facilitar a resolução de muito de seus problemas e tornar a vida humana melhor, dependendo é claro, do modo como essas tecnologias são usadas e a serviço de quem.
Sem dúvidas, os dilemas que o professor enfrenta diante do avanço da informática na escola são muitos, porém, esses dilemas podem ser superados com investimentos em capacitação dos profissionais da educação para a utilização dessas novas tecnologias com enriquecimento e produtividade do seu trabalho e não como suas substitutas, como pensam muitos.

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: TRABALHO E FORMAÇÃO DO DOCENTE
As TIC’s procuram aplicar o conhecimento, de um “saber como fazer”, colocando nosso cotidiano como base e recursos de soluções de um problema. Porém o “Tutor” deve: escrever, ler e compreender as diferentes linguagens e as renovadas tecnologias; atualizando-se para acompanhar as técnicas de informação e de comunicação, bem como suas constantes representações.
O “Tutor” se identifica como monitor, estabelecendo-se no sentido de mediador; conferindo às atividades cotidianas dos discentes partindo de princípios e valores, de modo a situar-se no mundo, de sua história de vida, de suas representações e saberes.
Essas tecnologias geram, armazenam, veiculam e reproduzem informações; difundindo-as pelos meios tradicionais às mais modernas mídias, tais como: rádio, televisão, vídeo, revistas, livros, computadores, etc. fazendo a interação da informação e comunicação.
Essa interação tecnológica é a elaboração recíproca entre o emissor e receptor, codificando e decodificando os conteúdos, conforme a sua cultura e a realidade onde vivem; que são dadas através da televisão a cabo, vídeo interativo e internet; já as tecnologias colaborativas interagem entre as pessoas e ao mundo, permitindo um trabalho qualitativo em equipe, e com as diferentes linguagens proporcionam variadas aprendizagens.
Professores do século XXI devem aliar-se às tecnologias, pois eles são eternos aprendizes; decidindo e conduzindo o aprendizado; devendo usá-las no sentido cultural, científico e tecnológico, de modo que os alunos venham adquirir condições para enfrentar os problemas e buscar soluções do mundo atual. Pois um ambiente de aprendizagem não pode se transformar em mero transmissor de informações, mas, na efetivação da comunicação e construção colaborativa do conhecimento.
A EDUCAÇÃO FRENTE AO IMPERATIVO DAS NOVAS TECNOLOGIAS
Partindo do pressuposto de que ao pensarmos em educação, é preciso, primeiramente compreender que ela não se explica por si mesma, mas pelas transformações materiais que ocorrem na sociedade, então, faz-se necessário compreender a pedagogia que emerge do impacto das novas tecnologias e as perspectivas mediadoras no campo educacional que se fazem presentes nas políticas educacionais do governo brasileiro, cuja economia se apresenta com uma nova natureza de dependência econômica, tecnológica e cientifica.
No contexto dessas novas configurações sociais, o conceito de formação geral possui um caráter cultural diferente. Se na Idade Moderna, formação geral significava conhecimento da história, da poesia, da retórica, da gramática, da filosofia moral, necessária ao exercício das artes liberais e da carreira pública, hoje se supõe como formação geral, o domínio das bases da ciência e da técnica, calcado na formação profissional de bases gerais para atender à produção moderna onde a máquina tende a desqualificar o trabalho do homem, visto que incorpora a informação, o conhecimento e habilidades que antes eram uma exigência para o trabalhador. 
Olhando para a questão ensino- aprendizado através da utilização desses recursos tecnológicos na educação, a EAD (educação a distancia) flexibiliza e racionaliza-se o processo, possibilitando economia de custos, de tempo e de espaço, bem como, proporciona pacotes educacionais flexíveis para atender a variação da demanda regida pelo mercado, visto que a formação técnica está sendo requisitada com maior interesse e o domínio do conhecimento tecnológico está em voga. E apesar dos avanços das novas tecnologias informacionais e comunicacionais possibilitarem uma comunicação em tempo real, à relação entre professor e aluno continuam a ser mediadas pela relação com a máquina e não mais pelas relações humanas, resultando no acirramento do individualismo e na desmobilização política dos partícipes. A perda da noção do mundo real e dos problemas reais, substituídos por uma visão de mundo aparentemente harmoniosa e sem conflitos contribui com esse processo.
Ao utilizar a máquina de maneira a obter o controle do processo ensino-aprendizagem, reduz o educador a um vigilante da máquina, ou seja, o monitor ou tutor. “O trabalho do professor diante dessas novas tecnologias fica restrito à vigilância e não mais um interventor, o mediador entre o sujeito e o conhecimento, mas sim um observador da máquina em que deve possibilitar ao cliente” variadas formas de interagir com a máquina. Esta, porquanto, fará a mediação entre sujeito e conhecimento, não mais o professor, que somente facilitará o processo. Um computador, alimentado por um “sistema inteligente” pode significar a desqualificação do trabalho do educador, mas quando utilizado apenas como mais uma ferramenta do processo educativo, em que as decisões correspondentes são tomadas pelos educadores que controlam o processo; esses sistemas podem representar o contrário. Porquanto, depende dos critérios envolvidos na escolha de como e porque utilizar esse sistema.
A educação é o elemento chave para a construção de uma sociedade da informação e condição essencial para que as pessoas e organismos se adaptem continuamente com um mundo que está em constante mudança. Assim, se requer uma educação continuada que possibilite ao indivíduo acompanhar as mudanças tecnológicas e, sobretudo, inovar, ser criativo, para tentar sobreviver, sob a lógica da empregabilidade.

TECNICISMO, NEOTECNICISMO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
NO COTIDIANO ESCOLAR
De acordo com as autoras Joana Paulin e Marilia Marques o Brasil passava por um momento de desenvolvimento econômico sob um regime totalitário e ditatorial, daí a necessidade de um método de ensino voltado para o interesse de uma parcela da população intitulada capitalista.
A pedagogia tecnicista no Brasil foi proporcionada pela reordenação do sistema educacional onde se tinha como foco principal a eficiência e produtividade, embora isso pudesse ocasionar uma crise de produção devido ao ritmo acelerado, o que gera o acúmulo de produtos sem o consumismo equivalente, o que é característico do modelo proposto por Frederick Taylor.
O tecnicismo pedagógico tinha como um de seus elementos o treinamento de repetição para uma melhor assimilação dos conteúdos propostos em sala de aula, o problema da metodologia de transmissão de conhecimento é outro ponto não menos importante, a secundarização no que diz respeito ao aluno e ao professor.
Quando não há um aprendizado satisfatório, o professor muita vezes pode até ser responsabilizado por não possuir um método eficaz de ensino ou os alunos serem os responsáveis por serem desinteressados, ou seja, a educação tecnicista eximindo-se de toda a culpa de uma deficiência educacional.
Com o passar do tempo houve uma reestruturação do capitalismo na parte educacional que ficou mais conhecida como neotecnicismo pedagógico, que promoveu profundas mudanças no mundo da produtividade, substituindo os métodos propostos pelo fordismo e pelo taylorismo que era desordenado e desorganizado, pelo método japonês “toyotismo”, onde a produtividade passou a ter caráter organizacional afastando assim a crise produtiva, quando só se produzia à medida que o produto se tornava mercadoria.
Algumas características do neotecnicismo se mostram de forma mais marcante quando falamos em lógica produtiva, que em outras palavras quer dizer, produzir em maior escala em um menor intervalo de tempo através da mecanização e ou automação. Outro ponto a ser explicitado é o aumento do leque de conhecimento e o tempo de qualificação necessária para a força de trabalho, tornando o trabalhador polivalente e flexibilizando-o para aceitar as mudanças que são constantes no mundo do trabalho.

TRABALHO, SOCIABILIDADE PRODUTIVA E FORMAÇÃO HUMANA
Através dos diversos processos e etapas do desenvolvimento do homem, que sua formação se desenvolve; são experiências familiares, seu relacionamento com a comunidade, e principalmente sua formação escolar, seja para o social ou para o mundo do trabalho. Porém, esta é uma concepção atual.
Quando não existia propriedade privada, e todos eram donos do espaço em que conviviam, e só havia a preocupação com a sobrevivência, não havia desiguais, todos tinham os mesmos direitos e deveres. Mas, a partir do surgimento da propriedade privada, alguns se tornaram donos, e como tais passaram a exigir algo em troca pelo o usufruto de sua propriedade. Com o recebimento de benefícios, esse já não precisava mais trabalhar, nesse momento acontece à separação entre os indivíduos na sociedade. E à medida que o tempo vai passando, cada um se distancia um do outro, pois quem é detentor do poder ou da propriedade procura se aperfeiçoar para se manter no domínio. Isso leva muitos pensadores a tentar explicar esta relação, que envolve trabalho, socialização e formação educacional humana.
Segundo, Marx a formação humana se dar através das condições histórica e em uma unidade dialética em si e para si, seja na cotidianidade e não-cotidianidade obedecendo a processos iguais ou desiguais. Em outra perspectiva se afirma que a formação humana se dar nas relações sociais ou em práticas sociais, isso nos leva a crer que o trabalho que sempre é realizado sob uma óptica coletiva, também é um processo de sociabilidade humana. Dentro da visão de trabalho como forma de sociabilidade, diversos formatos para padronizar a força do trabalho foram criados, tais como: fordismo, taylorismo, toyotismo. Mas, todos voltados para a obtenção máxima de lucros, característica central do capitalismo.
Contudo, qualquer prática humana que envolva força física, mental ou intelectual faz-se necessário possuir habilidades, educação e formação, portanto, quem tem que realizar o trabalho físico perde espaço para aquele que está ócio e ainda detém o poder, o capital. 

EAD E AS NTICs NO BRASIL
Na era da informatização a Educação a Distância é um assunto muito discutido, devido às facilidades que a mesma proporciona para nossas vidas. No entanto não é uma forma de ensino atual, segundo alguns pesquisadores a mesma existe desde o século XVIII. No Brasil segundo alguns pesquisadores a EaD, apareceu na década de 1920,as aulas eram transmitidas por rádio e algum material impresso.
“A EaD/tic,é vista como possibilidade para a formação de profissionais, cujo perfil é de autonomia ;portanto, capazes de tomar decisões, de espírito colaboradores e participativos, auto-críticos, capazes de conhecer um fenômeno em processo, de lidar com novas linguagens (simbólicas),entre outras (BELLONI,1999).”
Porém devemos nos preocupar em não apenas adaptar o ensino tradicional aos novos equipamentos tecnológicos, mas sim, pensar em que tipo de educação que se quer desenvolver, que tipo de alunos se quer formar e quais tecnologias se enquadrarão na proposta educativa da instituição de ensino. É importante que os cursos na forma EaD  tenha uma boa estrutura curricular afim de atender as exigências do público, superando suas dificuldades e dando-lhes condições de boa formação.
O desenvolvimento de novas tecnologias de informação e comunicação tem sido no decorrer dos anos, um agente relevante de aprendizagem que conduz à expansão das oportunidades de combinação de recursos tecnológicos e humanos. A Educação a Distância, portanto, decorre da necessidade de novas propostas de estudo, onde o aluno não tem uma delimitação geográfica e nem uma sala de aula presencial para buscar sua qualificação. (Mehlecke &Tarouco, 2003).
Porém, as NTICs não devem substituir o professor, o mesmo precisa adquirir novas técnicas, repensar suas metodologias, estar preparado e interado com essa nova forma de aprendizagem.
As NTICs podem provocar mudanças no processo de ensino e aprendizagem desde que sejam utilizadas como ferramentas pedagógicas capazes de criar um ambiente onde o aluno possa construir seu próprio conhecimento.

CONCLUSÃO
Espera-se do professor no século XXI, que ele seja aquele que ajude a construir o desenvolvimento individual e coletivo, e que saiba manejar os instrumentos que a cultura irá indicar como representativos dos modos de viver e de pensar civilizados, específicos dos novos tempos. Para isso, ainda são necessárias muitas pesquisas em novas tecnologias da informação, aprendizagem cooperativa, que se adéque ao modelo que tem como base as tecnologias, que oriente a formação de professores no seu desenvolvimento e ofereça alguns parâmetros para a tarefa docente nesta perspectiva.


REFERÊNCIAS:
BIANCHETTTI, Lucídio.Dilemas do professor frente ao avanço da informática na escola.
BARRETO, Raquel Goulart. Tecnologia e Educação: Trabalho e Formação do docente. Educ.Soc.Campinas, vol.25, n.89.p.1181-1201. Set./Dez.2004.
PASQUALOTTO, Lucyelle Cristina. A educação frente ao imperativo das novas tecnologias.
MIRA, Marília marques- Mestranda em Educação-PUCPR
ROMANOWSKI, Joana Paulin-Professora PPGE-PUCPR. Tecnicismo, neotecnicismo e as práticas pedagógicas no cotidiano escolar.
SAVIANI, Dermeval. O trabalho como princípio educativo frente às novas tecnologias.
SILVA, Eduardo Pinto. Trabalho, sociabilidade produtiva e formação humana.
OLIVEIRA, Gleyva Maria Simões. A educação à distância no contexto educacional brasileiro.

Por:  Adriano Sousa
       Clédson Lima
       Emanoel Jonas
       Eugênio Sousa
       Jéssica Rodrigues
       Maria Rita Alves
       Odair Magalhães

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Novas Mídias na Educação a Distância (EaD).

   O desenvolvimento tecnológico promoveu uma extraordinária aceleração dos mecanismos de transmissão das informações, o que pode ser constatado com ferramentas como o Google, Facebook, Youtube, Twitter, entre outros, com a consequente evolução em diversas áreas do conhecimento, como as engenharias, saúde e a educação.
O decreto federal 5.622, de 19 de dezembro de 2005, em seu art. 1º definiu Educação a Distância a como "modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos".
Nessa "era digital", a convergência de mídias e tecnologias – computador, televisão, telefone, internet etc., incrementou a comunicação audiovisual, com a junção de recursos de áudio e vídeo, e uma potente contribuição para fins educativos, em particular a EaD. De acordo com ADEGAS DE AZAMBUJA E GUARESCHI (2010), o uso de códigos diferentes implica a plena interatividade, troca e cooperação, em uma época povoada por uma diversidade de signos e sentidos, propensos a mudanças rápidas e imprevisíveis. A pessoa, que vivia em uma comunidade local, passa a viver em uma sociedade mundial e, é importante salientar, a educação pode acontecer em qualquer tempo e em qualquer lugar, não interessando muito onde se encontram aluno e professor no plano espacial.
Destacando que somente o surgimento e a implantação de novos recursos não são garantia de melhorias, as tecnologias passaram a exigir mudanças de comportamento e inúmeras inovações são constatadas em cursos a distância e mídias no Brasil. Entre esses casos, pode-se citar o aplicativo LVI-Libras para smartphones, destinado ao aprendizado da Língua Brasileira de Sinais, que está entre os objetos educacionais mais procurados. Também o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Paraná possui um ambiente virtual de aprendizagem denominado WebtvSenac, que oferece cursos e programas profissionais e culturais, para atender diversos perfis de usuários.
No campo de novas tecnologias educacionais, a Capes vem, há algum tempo, investindo e induzindo a pesquisa e o aprimoramento e, dentre essas ações, pode-se citar:
Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância (Paped): edital conjunto da Capes com a extinta SEED/MEC, que prevaleceu de 1999 a 2005 e será agora retomado pela DED. Seu objetivo é apoiar projetos que visem à conexão entre as modalidades deeducação presencial e a distância, incentivando a pesquisa e a construção de conhecimentos para melhoria da qualidade, equidade e eficiência dos sistemas públicos de ensino, pela incorporação didática das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC);
Edital Capes nº 15/2010: fomento ao uso das TIC nas IPES integrantes do Sistema UAB, tendo como objeto a integração e a convergência entre educação presencial e a distância, por meio do uso de tecnologias de comunicação e informação, em especial no universo educacional dos cursos de graduação convencionais. Além disso, favorecer a institucionalização de métodos e práticas de ensino-aprendizagem inovadores que, com o uso das TIC, auxilie a criar e/ou incrementar uma cultura acadêmica que tenha nos recursos tecnológicos avançados um instrumento útil para a otimização da gestão universitária;
Plano Anual de Capacitação Continuada (PACC): edital anual da Capes que visa selecionar termos de referência para a oferta de cursos de especialização, extensão ou aperfeiçoamento, na modalidade presencial, semipresencial ou a distância, cujos conteúdos e metodologias proporcionem conhecimentos efetivos à qualificação dos profissionais dedicados aos projetos e cursos do Sistema UAB.
A partir do trabalho,inédito no MEC, com início em setembro de 2011, de monitoramento de todos os 769 polos do Sistema UAB, credenciados na Portaria MEC 1369, de dezembro de 2010, a DED/Capes reforçou o conceito de que o polo de apoio presencial deve ser um centro de referência em termos didático-pedagógicos e tecnológicos.
Na expansão da UAB para 2013, está prevista a instalação de sistemas WebTV nos polos de apoio presencial que foram classificados como aptos no monitoramento da DED/Capes iniciado em setembro/2011, para permitir a transmissão de informações e programas da Capes/MEC e das IES, de modo que os participantes do Sistema UAB se reconheçam como membros efetivos das estruturas educacionais.
Só o surgimento e a implantação de novos recursos não são garantia de melhorias: as tecnologias passaram a exigir mudanças de comportamento
As iniciativas atuais serão ampliadas com tecnologias de conferência web, em parceria com a RNP, entre outras, possibilitando a gravação e retransmissão de aulas, palestras e vídeos para os polos, entre os campi de IES e outras fontes. As atividades didático-pedagógicas virtuais e a transmissão-reprodução assíncrona de eventos irão constituir uma autêntica "UAB da Nuvem". O alcance das ações para materializar a "UAB da Nuvem" implica a ampliação de financiamento pela Capes, no âmbito de programas como os citados PACC e Paped, além de novos editais de fomento ao uso de TIC, com vistas a tornar acessível e consolidar em todas as IES/Polos da UAB os conteúdos abertos na internet, fator indispensável à execução da modalidade EaD com qualidade adequada.
É importante ressaltar o fenômeno de expansão da oferta dos chamados Moocs (Massive Online Open Courses ou Cursos Abertos Massivos pela Internet), analisado por MOTA e INAMORATO (2012), e os investimentos, hoje em escala global, em laboratórios de desenvolvimento de novas tecnologias para estudantes do ensino médio, que garantiu prêmio nos EUA ao pesquisador brasileiro BLIKSTEIN (2012). Sobre esses aspectos, todos os agentes integrantes do Sistema UAB deverão, em caráter obrigatório e de urgência, se debruçar nos próximos anos.

Aluno de Licenciatura em Ciências Humanas. UFMA - Bacabal.

As Tic’s no contexto da ead: limites e possibilidades.

        Diante das transformações que vêm acontecendo em nossa sociedade, podemos considerar que estamos vivendo tempos de discussão que nos permitem refletir sobre as tecnologias de informação e comunicação no contexto da Educação a Distância (EAD). 
A sociedade vigente caracterizada pela seletividade e dualismo pode restringir a EAD em vários pontos, que por uma legislação específica, podemos entendê-la como meio para inclusão, na qual visa a partir de um espaço interativo, troca de saberes em que deve ser potencializadas competências que possam garantir a formação de um cidadão atuante na presente sociedade. 

A apropriação das mídias e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), no cenário da EAD faz resignificar o conceito de conhecimento. É através das ferramentas tecnológicas, a partir de mediações atuantes que as potencialidades se afloram, o tempo e espaço, já não são mais problemas, proporcionando uma educação sem distância, sem tempo, levando o sistema educacional a assumir um papel, não só de formação de cidadãos pertencentes aquele espaço, mas a um espaço de formação inclusiva em uma sociedade de diferenças. 

Nesse entendimento, as novas tecnologias e técnicas de ensino, bem como os estudos modernos sobre os processos de aprendizagem, fornecem recursos mais eficazes para atender e motivar os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Porém, para muitos educadores, esses recursos ainda apresentam-se como companheiros estranhos, embora se reconheça que a sua utilização no processo está se tornando cada vez mais relevante. Assim, é necessária a presença desses recursos nos cursos de formação de professores e/ou como meio pedagógico para potencialização de competências e habilidades. 

O cenário atual da EAD vem passando por transformações a partir de um contexto de mudanças de valores, em que a diversidade cultural é presente, tendo um significado maior em sua contextualização, de saberes e conhecimentos, assumindo um papel importante na sociedade vigente, na qual a globalização gera uma necessidade de comunicação e informação sem fronteiras. 

Na EAD, a importância de um planejamento aberto a mediações cooperativas, com caráter flexível, se faz pertinente a partir de uma nova concepção do fazer pedagógico, comprometido com um espaço de trocas, em que a autonomia da construção do conhecimento assume um papel significativo ao que se refere um processo educativo consistente preocupado com a atuação de um indivíduo, totalmente, crítico-reflexivo. 
Diante dessa realidade devemos fazer apropriação das TIC’s de forma que venham somar aos estudos até então abordados no processo pedagógico, proporcionando aos aprendizes a liberdade responsável no uso das mídias implicando o aumento da autonomia e da responsabilidade, no desenvolvimento de novas habilidades e na efetivação das interações com o próprio grupo e com as pessoas de outros meios sociais e culturais. 

As mídias surgem como mediatizadora, assumindo papel de informação e comunicação. No espaço escolar sua contribuição é relevante a ponto de proporcionar uma inter-relação necessária para formação de uma visão holística da presente problemática. As diversidades que aparecerão promoverá uma percepção além do que nos é imposto, em sua totalidade será formado um momento de aceitação ou não de culturas, diversas, na qual deverá surgir a igualdade como direito e o preconceito como um ponto negativo que denuncia uma sociedade dualista. 

Diante desta realidade, o conceito dos recursos didáticos assume um novo papel frente ao surgimento de meios tecnológicos aplicados à educação a partir da prática pedagógica planejada. Na realidade, a idéia de fazer uso das TIC’s é mais abrangente. O uso das mídias educacionais trabalhadas de forma integrada vem nortear a inserção dos sujeitos envolvidos no cenário atual, sociedade tecnológica, além de que viabiliza o processo de formação na modalidade à distância. 

O acesso aos meios disponibilizados no espaço de EAD deve ter como princípio à atuação efetiva do sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem considerando os recursos tecnológicos utilizados como meio de formação para a construção do conhecimento de um sujeito social, comprometido com o processo, ou seja, protagonista de sua própria caminhada em busca da aprendizagem, dando significado ao conhecimento construído. 

As TIC’s propiciam novas linguagens no espaço educacional, no qual a intencionalidade tem um significado ao que se refere sua potencialidade. Vale ressaltar que oferecem meios facilitadores, os quais devem estar interligados, caso contrário, não garantirão uma postura dialética do processo de construção de uma práxis comprometida como uma nova paisagem formativa. 

Assim, de acordo com a perspectiva construtivista da aprendizagem é possível então construir conhecimento a partir do que já sabemos e do que somos capazes de fazer, utilizando os recursos das novas tecnologias. Logo sugerimos reflexões acerca das tecnologias de informação como meio dinamizador da aprendizagem. Qual o impacto do uso das TIC’s no processo de aprendizagem? Como estimular a produção de material didático para introduzir no aprendizado através do uso de ferramentas das TIC’s? Quais os fatores complicadores e estimuladores para o uso das TIC no aprendizado? Quais ferramentas das TIC’s poderão ser mais facilmente utilizadas para o processo de dinamização do aprendizado?


Aluno de Licenciatura em Ciências Humanas. UFMA - Bacabal.